O dia que eu aproveitei Torres

Oi frescas tudo bem?

Fui a praia!
Não, foi a primeira vez, mas foi a vez que eu me senti tão livre quanto quando era criança e fui visitar um tio em Itajaí quando fui pela primeira vez a praia de Cabeçudas.


Lembro que foi um dia louco, eu com meus 8 ou 9 anos nunca tinha visto o mar, morria de curiosidade e o tio levou a gente pra conhecer a praia, o tio mal estacionou o carro e eu sai correndo com a minha irmã e me joguei na água, brinquei, pulei, achei o máximo aquela praia e tudo naquele lugar!

Desde então, mesmo nas vezes que fui a Alagoas e Ceará, acho que não aproveitei tanto a praia como naquele dia, exceto, por esse dia que fui a Torres.

Só quem é gorda sabe a relação bem próxima que temos entre praia e medo.

O verão chega e você quer fugir da selva de pedra, curtir um ventinho do mar, e em especial aqui no Rio Grande do Sul, aquela água ge-la-da que só o nosso mar tem, a descrição parece maravilhosa certo? Mas aí você lembra das pessoas, e vem o medo.

Medo do preconceito, medo do tamanho do biquini (isso se não for um maiô), medo olhares e dos risinhos, medo da estranheza com a sua falta de bronzeado (no meu caso inexistência de melanina), medo...



Neste final de semana, fomos a Torres, eita lugar lindo! Aquele ventão ma-ra-vi-lho-so e a praia CHEIA! Cheguei com uma saia e blusinha (biquini embaixo), mais as tralhas de praia, marido correu e pegou um guarda sol e duas cadeiras, meu guri correu pra água e o marido foi acompanhar ele. E eu ali, morrendo de vontade de entrar na água e ao mesmo tempo enterrada nos meus medos.


Nesse meio tempo, fiquei sentada observando o povo da praia, quase uma análise antropológica, entre gaúchos, uruguaios e argentinos estava eu observando tudo, parei pra olhar a diversidade dos corpos e constatei que as pessoas da capa de revista cheias de photoshop realmente não existem (risos), o que impera na praia é a diversidade, barriguinhas positivas, estrias, celulites e flacidez é que são o padrão (até nas magrinhas), sem julgamentos, apenas observei, observei e constatei que não existe MESMO o tal padrão de corpo perfeito (pelo menos não, naquele trecho da praia grande em Torres).

Logo, as amigas gordas começaram a ir pra água, todas lindas e cheias de vida naquele sol maravilhoso, as mais novinhas, as senhorinhas.. Todas, desprendidas de medo curtindo a água e o sol e eu alí que vivo falando sobre empoderamento, sobre amar o próprio corpo, com medo de tirar a blusa e a saia e exibir minhas generosas pernocas no sol, foi quando meu marido olhou pra mim e disse: - Ué, tu não vai na água?, e Eu: - Tô com vergonha!; Ele: O quê? Você que vive falando de aceitação com essa? Vai lá aproveitar loca!; Eu: Eu repito isso pra mim mesma amor, isso é pros outros mas é pra mim mesma também.

Coragem Jeny!

de novo!

Coragem Jeny!

Nesse momento, sem olhar pros lados, tirei a minha blusa, e a saia, e mostrei meu biquini MA-RA-VI-LHO-SO e fui pra água, chegando lá o Gian me viu e disse: " Mãe, você vai brincar comigo no mar? Que legal, mãe!!! Vamo!!!"

E brincamos, tanto, tanto, pulamos, aproveitamos, assim como no primeiro dia que conheci o mar, lá em Cabeçudas!

Se teve olhares e risinhos, JURO que não vi (talvez fosse coisa da minha cabeça) eu apenas aproveitei aquele momento com toda energia e alegria que eu tenho direito, naquele momento me dei conta o quanto a gente perde tempo e vida dando trela pro preconceito alheio.

Resumo frescas: Aproveitem mais e com tudo que tem direito! O sol é pra TODAS!

Um beijo e aproveitem MUITO esse verão!

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 Jenifer Mendes 

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